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FRIK


No seu passeio matinal de ontem, o Shaka encontrou um gatinho bebé (por acaso acho que é uma gatinhA) no armazém de lenha que há aqui perto de casa.

Magrinha, meiguinha, a miar muito e com um ar perdido, razões mais do que suficientes para o pai do André pegar nela e trazê-la para casa - ou melhor, para o quintal. 

Eu queria dá-la, porque não quero ter mais um gato atropelado brutalmente na rua aqui da frente, mas o Pepe quis ficar com ela, e o Shaka também.

Chamámos-lhe Frik. Diz o Pepe que é porque morava na rua...???? OK. Seja. O importante é que o nome tenha um "i", já que é o som que os gatos ouvem melhor.

E lá estão, felizes, no quintal.




Mais um Domingo Fatídico

A Nelly apareceu hoje atropelada aqui ao pé de casa. É já a segunda gata que as bestas que passam a abrir nesta rua nos matam. Eu sei que os gatos às vezes se atravessam à frente dos carros e não dão hipótese de travar, mas a velocidade que certos carros atingem nesta rua que passa mesmo em frente à nossa casa é brutal.

A Maria também foi atropelada mesmo em frente a casa - também num Domingo, e nessa altura fomos buscar a Nelly para colmatar a falta que a Maria nos fazia.

Ainda nos resta uma gata - a Xica -, e um gato - o Neko (que encontrámos na rua). O Neko ainda tem só 3 meses pelo que vamos tentar dá-lo para que não tenha o mesmo destino da Maria e da Nelly. A Xica já é adulta e ninguém vai querer ficar com ela. Esperemos que ela não atravesse a estrada.

A estrada é a Calçada 1º de Dezembro, em Caparide, é uma rampa acentuada, com dois sentidos, passeios que vão de largos a muito, muito estreitos - ao ponto de uma pessoa magra não conseguir usá-los a não ser que vá de lado! -, sem passadeiras, sem lombas, e com as casas mesmo à beirinha da estrada. Também não tem valetas, o que no Inverno torna a simples tarefa de sair de casa numa verdadeira aventura, já que a rua se transforma num rio, em que os carros passam a alta velocidade e encharcam quem se "atreve" a circular nos quase inexistentes passeios. De facto, para sair de casa, eu tenho que esperar que não venha nenhum carro (nem de cima, nem de baixo), e só então sair portão fora e fazer um sprint até ao carro. Esta tarefa tornou-se ainda mais complicada desde que o André nasceu, porque tenho que levar o carrinho! Mas mesmo depois de chegada ao pé do carro o stress continua, já que o sítio onde estaciono (perto da ponte) fica com uma poça de água enorme junto ao passeio, e enquanto coloco a cadeirinha do André no carro, corro sempre o risco de levar uma valente molha.

Descobri que Caparide é a terra com mais moto4 e motas de cross da linha de Cascais. E passam todas nesta rua! A abrir, claro. O barulho é tremendo, irritante, e só me dá vontade de atirar calhaus da calçada à cabeça dos motoqueiros (aos que andam sem capacete, porque aos outros não faria mossa).

Um dia destes, vamos fazer um abaixo-assinado para enviar ao Presidente da Junta de Freguesia de São Domingos de Rana. Vamos pedir sentido único, lombas, passadeiras, passeios mais largos e valetas. Se esta rua fosse, por exemplo, no Monte Estoril, em zona de vivendas de gente rica, com certeza que nos fariam a vontade. Como não é, o mais certo é nem nos responderem...

As gatas que nunca mais veremos:

NELLY 


MARIA



Fotocópia a Cores

Ontem o pai do André encontrou um gatinho debaixo do carro e trouxe-o para casa.
O gato é a fotocópia da nossa gata Nelly mas em versão masculina - e mais pequeno, por enquanto! Há coisas fantásticas não há?
É muito meiguinho e está muito sujinho e magrinho, mas amanhã já vai ao veterinário para ser vacinado e desparasitado.

Esta é a Nelly:


E este é o Neko (que quer dizer gato em Japonês):


Nelly 2 - Rôlas 0




Isto não tem propriamente a ver com o André, mas são assuntos da família por isso achei por bem postar sobre o sucedido.
Nós temos duas gatas, e um cão. Uma das gatas, a Nelly - que é a mais nova - é uma caçadora nata. Começou por caça mais pequena: borboletas, osgas e ratos - e agora já anda na caça grossa. Hoje pela segunda vez apanhou uma rôla. Tínhamos o relvado cheio de penas, e quando fomos ver melhor estava uma rôla morta ao pé de um dos vasos de flores : (
Faz-me imensa pena qualquer bicho que ela mate (tirando as osgas, que são nojentas), e as rôlas são tão bonitas. E grandes! E voam! Como é que o estupor da gata as consegue apanhar????